Quando o filho não sabe lidar com a raiva, a gente faz o quê?

Quando o filho não sabe matemática, a gente ensina. Quando o filho não sabe jogar xadrez, a gente ensina. Quando o filho não sabe lidar com a raiva, a gente faz o quê?

Primeiramente precisamos ter em mente que uma criança emocionalmente saudável não é aquela que não chora, não se frustra ou não se irrita. A inteligência emocional reside justamente na compreensão sobre as próprias emoções e em aprimorar, durante todo nosso processo de desenvolvimento, as habilidades de reconhecer os próprios sentimentos, de compreender os dos outros e de saber lidar com eles.


A seguir, cinco dicas de como inserir a educação emocional no seu dia-a-dia e da sua família:


Brincadeira (muita!): a criança manifesta espontaneamente as suas angústias através do brincar. Muitos sentimentos que ele ainda não sabe ou não consegue expressar verbalmente podem ser externados e elaborados por meio de brincadeiras. Ao interagir, ela também aprende a respeitar a opinião do outro, descobre que existem regras e que nem sempre tudo será do jeito dela.

 


Diga não: o “não” faz com que a criança desenvolva a noção de que ela não é o centro do mundo e de que existem limites para tudo. É natural que frente a uma negativa a criança se decepcione, chore, podendo inclusive ter uma crise de birra. Traduza para a criança que esta sensação de raiva ou decepção são naturais, mas precisamos lidar com elas. Este também é o momento do aprendizado, quando além de dizer não, fazemos com que a criança entenda o porquê e adquira consciência crítica. Não ganhar um brinquedo ou perder um jogo podem fazêla sofrer, mas são como ensaios para as situações que precisará enfrentar mais pra frente na vida.

Valide as emoções: isto significa não punir a criança por se sentir de determinada maneira, e aceitar que todos podemos sentir-nos frustrados, tristes ou irritados em determinados momentos. Quando validamos as emoções, acolhemos o sentimento da criança e temos a oportunidade de ensiná-la a reagir de forma efetiva e resolutiva.

Envolva-se: Televisão, computadores e celulares são atividades passivas. Interaja de modo solidário e consistente, de forma participativa, ativa, física e emocionalmente. As crianças são sensíveis à forma como os pais se envolvem diretamente com elas.

Cuide da sua saúde emocional: Neste caso, a dica é: quando estiver cansado, descanse. São nos momentos de cansaço que o adulto tende a perder o autocontrole e acaba trazendo para o ambiente familiar a tensão acumulada no dia-a-dia. Ambientes hostis causam danos biológicos no cérebro e enfraquecem o desenvolvimento de várias habilidades que podem ajudar as crianças a regular emoções e pensamentos.

Mas quando procurar ajuda?
São muitos os motivos que fazem com que as famílias necessitem de ajuda: dificuldades no relacionamento com as pessoas, na atenção ou no aprendizado são aspectos relevantes para buscar auxílio de um psicólogo.
Quando você sentir que seu filho está passando por alguma dificuldade que nem ele, nem você consegue lidar ou entender, busque a orientação profissional.
Cuidar da saúde mental das crianças é também exercer a função de prevenção da saúde mental do adolescente, tornando-o um adulto mais consciente de seus sentimentos.

Marília Freitas
Psicóloga - Crp 07/16524
54 996440023

 

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