Setembro Amarelo

Setembro Amarelo

Como surgiu a campanha de prevenção do suicídio?

Setembro no calendário gregoriano é o nono mês, tem 30 dias. Ele vem da palavra latina septem que significa sete, sétimo mês do calendário romano, que começa em março. Em 21 ou 22 de setembro, o sol cruza o equador celeste em direção ao sul iniciando o Outono no Hemisfério Norte e a Primavera no Hemisfério Sul. Muitas são as datas comemorativas no mês de setembro, cada uma tem seu significado, cada uma tem seu valor diante da sociedade, quer seja por seu valor social, patriota ou pela importância da conscientização do ser humano.

A exemplo das datas, setembro foi instituído como mês de Prevenção do Suicídio, escolhido pois desde 2003 o dia 10 de setembro é o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio nos Estados Unidos. A cor amarela foi inspirada numa história de um jovem americano de 17 anos, Mike Emme, que tirou a própria vida em seu Mustang 1968 AMARELO. Em seu funeral amigos e familiares distribuíram cartões com fitas amarelas e mensagens de apoio para as pessoas que estivessem enfrentando dificuldades ou estivessem diante do mesmo desespero de Mike e pudessem pedir ajuda. Essa mensagem se espalhou pelo mundo todo.

A família de Mike iniciou assim, uma campanha de prevenção do suicídio intitulada “Fita amarela”, inspirada na cor Amarela do Mustang de Mike, que acabou dando nome à Campanha Brasileira do Setembro Amarelo. Em nosso país, o suicídio é considerado um problema de saúde pública em função da quantidade e número crescente de casos principalmente na adolescência. Embora seja importante termos consciência do conhecimento teórico a respeito dos números e dados de tal em nossa contemporaneidade, entendo que nosso conhecer vá muito além.

O sujeito com sintomas de depressão apresenta comportamento mais retraído, com dificuldades de relacionamento social, certa irritabilidade, pessimismo, apatia, dificuldades em manter o sono e alimentação regulares, instabilidade no humor, sentimento constante de solidão, impotência e desesperança diante da vida. Podemos compreender que as vezes estamos desatentos ao que nos cerca e aos sinais que as pessoas a nossa volta podem estar nos dando a cerca de seu comportamento e sentido a respeito da vida. Não se trata somente de uma pessoa que esteja querendo “chamar a atenção”, mas de alguém que precisa de ajuda, precisa de acolhida e escuta à sua dor interna de destrutividade, cuja única solução lhe parece fugir. Fugir deste sentimento interno que lhe sufoca do qual não consegue encontrar saída pela palavra, pela busca de conforto, pela acolhida amiga.

A relação que existe entre trauma, dor psíquica e ato, permite compreender com que o sujeito busque como solução de sua dor, solução de todo seu sofrimento interno, como via de descarga possível o suicídio. O ato suicida pode parecer a marca, o ato que de algum modo se repete do trauma em sua intensidade, ao buscar a própria morte marcando a impossibilidade de um processo de simbolização. Marcando o desespero, marcando o quanto o sujeito não suporta mais tanto sofrimento. Marcando de fato a desistência.

 

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