Como eu sei que estou sendo racista?

Como eu sei que estou sendo racista?

Mesmo que não pareça, racismo está enraizado na nossa forma de pensar e ver o mundo

O comentário, a piada, a risadinha podem muitas vezes ser vista como algo natural da convivência. Afinal, é só uma piada... E será que é mesmo? Você já parou pra se perguntar se não está sendo ofensivo para a outra pessoa? Será que, sem se perceber, você não está sendo racista?

Acredito que precisamos partir do princípio de que racismo não é “mimi”, não é só mais uma coisa que as pessoas usam para reclamar uma das outras. Nós crescemos dentro de um grupo social que reconhece a supremacia de uma raça. Ainda que seja difícil olhar para si mesmo e reconhecer isso, fomos criados desta forma. Talvez não dentro de casa, mas fora, na escola, no trabalho, em festas todos já presenciamos falas e atos racistas. Tá, mas e ai… como eu sei que estou sendo racista?

“O racismo ocorre quando você tira conclusões sobre as pessoas baseadas em estereótipos raciais e acredita que algumas raças são melhores que outras. Algumas pessoas racistas fazem discurso de ódio ou até mesmo agem de forma violenta em relação aos membros da raça que elas não gostam, mas o racismo nem sempre é tão perceptível. Mesmo se você achar que nunca machucaria uma pessoa de outra raça, crenças racistas enraizadas dentro de você possuem um efeito subconsciente na forma como você trata as pessoas.” WikiHow

O que eu posso fazer para não ser racista?

Preste atenção na forma com que você fala com as pessoas. Você muda a forma de tratar pessoas? Porquê? É a partir destes pequenos detalhes que você pode começar a identificar.

 

Tome cuidado com a linguagem que você usa, algumas expressões da nossa língua tem um passado racista e escravocrata.

 


Parece bobo, eu sei, mas aprende-se desde criança que “cor de pele” é aquele lápis meio rosado, meio bege. Mas é evidente que o tom não representa a pele de todas as pessoas, principalmente em um país como o Brasil.


Na língua espanhola, referia-se ao filhote macho do cruzamento de cavalo com jumenta ou de jumento com égua. A enorme carga pejorativa é ainda maior quando se diz “mulata tipo exportação”, reiterando a visão do corpo da mulher negra como mercadoria. A palavra remete à ideia de sedução, sensualidade.


Fios “rebeldes”, “cabelo duro”, “carapinha”, “mafuá”, “piaçava” e outros tantos derivados depreciam o cabelo afro. Por vários séculos, causaram a negação do próprio corpo e a baixa autoestima entre as mulheres negras sem o “desejado” cabelo liso. Nem é preciso dizer o quanto as indústrias de cosméticos, muitas originárias de países europeus, se beneficiaram do padrão de beleza que excluía os negros.

 A mulher negra como “qualquer uma” ou “de todo mundo” indica a forma como a sociedade a percebe: alguém com quem se pode fazer tudo. Escravas negras eram literalmente propriedade dos homens brancos e utilizadas para satisfazer desejos sexuais, em um tempo no qual assédios e estupros eram ainda mais recorrentes. Portanto, além de profundamente racista, o termo é carregado de machismo.

 

O mais importante quando se trata de racismo, é reconhecer o que tu mesmo(a) pensa sobre outras pessoas. Vale a pena ser honesto(a) consigo mesmo(a)! Só podemos mudar nossa forma de agir, se reconhecermos o que está errado.

NãoSejaRacista

 

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